Alex Murdaugh teve a condenação por duplo homicídio anulada pela Suprema Corte de Carolina do Sul, em uma reviravolta que complica o caso que ganhou ampla atenção. A decisão ocorreu após a revelação de que a funcionária do tribunal influenciou o júri.
A corte de apelação decidiu que Becky Hill, a escrivã do condado de Colleton, interferiu no processo, sugerindo como observar a linguagem corporal do réu e deixando de lado provas. O veredito foi anulado por violar o direito a um julgamento justo.
Murdaugh, 57 anos, não estava presente na audiência por regulamentos prisionais que o mantêm em instituição de segurança. Não houve presença de familiares, incluindo o filho dele, Buster, que é o único parente próximo remanescente.
A próxima etapa envolve um possível novo julgamento pelo assassinato de Maggie Murdaugh e do seu filho Paul, ocorrido em 2021. O caso ganhou notoriedade por envolver desvio de dinheiro e outras acusações envolvendo o ex-advogado.
O procurador-geral do estado, Alan Wilson, indicou que pode exigir a pena de morte em um novo julgamento, dependendo do desfecho. Mesmo assim, Murdaugh já cumpre uma sentença de 40 anos por crimes financeiros.
A decisão ressalta que a violação de imparcialidade prejudicou o réu e o direito a um julgamento justo, segundo a Suprema Corte. A defesa afirmou que a perícia e as provas devem ser reavaliadas num novo processo.
Especialistas ouvidos destacam que um segundo julgamento enfrenta desafios, como alta exposição midiática e questões de local de julgamento. Estratégias de defesa e possíveis alterações de domicílio devem ser consideradas.
A história envolve ainda questões sobre o papel da mídia, a influência de testemunhas e o contexto da família Murdaugh, marcada por controvérsias na região litorânea da Carolina do Sul.
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