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Deputados de SP enviaram emendas para empresas da produtora de Dark Horse

Deputados de SP destinaram 700 mil a empresas da produtora de Dark Horse; 300 mil já pagos, sob escrutínio de transparência e uso de emendas.

Assembleia Legislativa Estadual de São Paulo. Foto: Divulgação
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Deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo destinaram R$ 700 mil de recursos públicos para empresas ligadas a Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. As indicações partem de três bolsonaristas e um deputado petista, que negam irregularidades.

Do valor, R$ 300 mil já foram pagos, segundo o Portal da Transparência, e a apuração foi publicada pelo Metrópoles e confirmada pelo GLOBO.

As emendas foram direcionadas a duas empresas associadas a Karina, Instituto Conhecer Brasil e Associação Nacional de Cultura, ambas sediadas na Avenida Paulista, em São Paulo, conforme registro de CNPJs.

Valéria Bolsonaro, deputada do PL e ex-secretária de Políticas para a Mulher, destina R$ 100 mil para o instituto em 2023, com a finalidade de aquisição de equipamentos. A emenda foi executável até o fim de dezembro de 2023; a assessoria não retornou a demanda até o momento.

Em 2025, Lucas Bove, também do PL, indicou R$ 213 mil para o mesmo CNPJ para um projeto esportivo, mas a emenda foi impedida tecnicamente e não teve execução. O parlamentar afirmou ter redirecionado o recurso por falhas documentais do proponente.

Gil Diniz, conhecido como Carteiro Reaça, destinou R$ 200 mil para a Associação Nacional de Cultura, para a série documental Heróis Nacionais — Filhos do Brasil que não se rende, pagamento realizado em agosto de 2025. Não houve retorno de contato do parlamentar.

Este ano, o deputado Luiz Fernando Teixeira, do PT, protocolou uma emenda impositiva de R$ 190 mil para o instituto de Karina, com a finalidade de apoiar projetos culturais. Alega que o recurso será utilizado para aulas de teatro em São Bernardo do Campo, a pedido de um grupo de teatro, e afirma atuação em defesa do setor desde 2015.

Emendas sob escrutínio

O caso envolve escrutínio de emendas federais a entidades associadas a Karina, com foco em transparência e rastreabilidade das chamadas emendas Pix. O ministro do STF Flávio Dino cobrou explicações de deputados do PL sobre repasses para Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura.

Entre os citados estão Mário Frias, ex-ator e hoje deputado, que enviou R$ 2 milhões para o Instituto Conhecer Brasil; Alexandre Ramagem e Carla Zambelli teriam feito transferências para a mesma entidade, via mecanismo de emendas Pix. Também aparecem Marcos Pollon e Bia Kicis com verbas adicionais.

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