O Seminário Nacional Caio Prado Júnior – A Revolução Brasileira: 60 Anos revisita o legado do historiador Caio Prado Júnior (1907-1990) e discute, com base na obra A Revolução Brasileira, os caminhos possíveis para o Brasil. O evento, organizado pela USP, ocorre nos dias 21 e 22 de maio na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).
A obra de Caio Prado Júnior, publicada em 1966 pela Editora Brasiliense, analisa erros teóricos e de ação das forças progressistas e propõe que as soluções venham do estudo crítico da realidade nacional, fundamentado no materialismo dialético. O seminário busca reunir pesquisadores, docentes e ativistas para debater esses conceitos.
Na programação, seis mesas tratam dos capítulos do livro e de sua relação com o Brasil contemporâneo. Entre os participantes estão pesquisadores de várias universidades brasileiras, coordenados por Luiz Bernardo Pericás, Lincoln Secco, Milton Pinheiro e Antonio Carlos Mazzeo. A curadoria reúne perspectivas diversas sobre o tema.
A primeira mesa aborda a teoria da revolução brasileira, com participação de docentes de USP, Unicamp e UFJF. A segunda discute o programa da revolução, integrando cultura, política e sociedade. Ao longo do dia, outras mesas expandem o debate para Caio Prado Júnior e o debate histórico, além de contextualizar a relação entre o livro e o cenário político da época.
No segundo dia, o seminário avança para a realidade econômica brasileira, o anti-imperialismo e a discussão sobre a relevância da revolução brasileira hoje. Participantes incluem pesquisadores da UESB, UFVJM, UFSC, UFRJ, Unesp e MST. O objetivo é ligar as ideias de Prado Júnior a questões contemporâneas de economia e política.
O seminário ocorre das 14h às 21h30, no auditório Fernand Braudel, na USP. O endereço é Avenida Professor Lineu Prestes, 338, Cidade Universitária, São Paulo. A participação é gratuita e não requer inscrição prévia.
Caio Prado Júnior foi membro do PCB e autor de obras como Formação do Brasil Contemporâneo e História Econômica do Brasil. Além de A Revolução Brasileira, contribuíram para seu reconhecimento outras publicações e a fundação da Editora Brasiliense. O evento celebra, ainda, a importância histórica de suas reflexões para o debate público.
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