O jornal digital apresenta os fatos sem viés sobre a pesquisa divulgada pela AtlasIntel, que aponta o senador Flávio Bolsonaro atrás de Lula em um eventual segundo turno. A controvérsia se deu após o PL pedir a suspensão da divulgação junto ao TSE. O material circulou após entrevista no CNN 360°.
Segundo a AtlasIntel, o áudio gravado não foi exibido durante o preenchimento do questionário. O respondente completa as perguntas, envia as respostas e só depois é redirecionado a uma etapa separada, opcional, para gravar a reação ao áudio. A amostra dessa fase contou com cerca de 1.200 pessoas.
A amostra foi calibrada por gênero, idade, renda e educação. A ferramenta Atlas VRC já era usada em campanhas e análises políticas. O estudo busca separar a avaliação do governo da reação ao conteúdo do áudio para evitar viés.
Metodologia e etapas
O respondente conclui o questionário com itens como aprovação ao governo, avaliação de políticas públicas e intenção de voto. Em seguida, participa de uma segunda interface onde pode registrar a reação ao áudio, se desejar. A resposta do questionário permanece registrada e validada.
O áudio não altera respostas anteriores. A segunda fase é opcional e não influenciaria o preenchimento inicial. A AtlasIntel afirma que o fluxo evita que o áudio distorça percepções já consolidadas na pesquisa.
Cenário eleitoral
A divulgação mostrou Lula com vantagem no cenário de segundo turno, com Flávio seis pontos atrás. O áudio gerou repercussão até entre aliados do campo conservador, influenciando o debate sobre o entorno bolsonarista.
Profissionais do setor observaram que a percepção de ligação entre o escândalo e o círculo bolsonarista aumentou, o que contribuiu para a leitura de que o caso envolve o núcleo político do presidente. A avaliação pública sobre o tema sofreu mudança relevante em comparação com março.
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