O embate entre os ex-governadores Anthony Garotinho e Sérgio Cabral ganhou as redes desde segunda-feira, 18. Garotinho afirma que a Secretaria de Estado de Polícia Penal Seppen estaria trocando unidades para abrir espaço a novos presos ilustres na Penitenciária Coronel PM Francisco Spargoli Rocha, em Niterói. Ele diz ter ouvido de um subsecretário uma conversa entre Cabral e a secretária Maria Rosa Lo Duca Nebel sobre o tema, com menção à transferência de Rodrigo Bacellar do Complexo de Bangu.
Cabral negou as acusações e respondeu com um vídeo, chamando Garotinho de mentiroso e acusando-o de difamar pessoas. O ex-governador também afirmou que Garotinho tem histórico de ataques e que o filho dele, Wladimir Garotinho, estaria envolvido na polêmica. O tom do enfrentamento se manteve agressivo, com ofensas como cafajeste, mau caráter e político ladrão nos posicionamentos públicos.
Segundo Garotinho, Cabral teria pressionado a secretária para agir antes de novas prisões, citando o Gericinó como referência de local onde medidas seriam tomadas. O objetivo, na leitura do ex-governador, seria facilitar a transferência de detentos sem enfrentar resistência. Em resposta, a Seppen e o governo do estado não se pronunciaram até o fechamento desta edição.
A reportagem entrou em contato com o governo estadual e com a Seppen para comentar as denúncias, mas ainda não houve retorno. Nesta terça-feira, Garotinho voltou a publicar conteúdo relacionado a gravações de Cabral, aumentando a temperatura do debate nas redes.
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