O senador Flávio Bolsonaro discutiu publicamente com o pai, Jair Bolsonaro, a possibilidade de renunciar à candidatura presidencial. O tema surgiu pouco depois da revelação de negócios envolvendo o antigo dono do Banco Master. A fala de Flávio apontou que o veto a Michelle Bolsonaro não foi confirmado como condição de substituição.
Segundo a versão apresentada a jornalistas, o ex-presidente vetou a candidatura-suplente de Michelle. Não houve confirmação sobre quem poderia substituí-lo caso haja renúncia. No Partido Liberal, avalia-se a possibilidade de Flávio manter a campanha ou buscar a reeleição ao Senado no Rio de Janeiro.
Na prática, o episódio envolve o peso político de um movimento de contenção de danos interno ao PL. A tentativa é minimizar impactos da crise que envolve o histórico de negócios do presidencialista com o Master e seus desdobramentos.
Entre os fatos que alimentam a pauta, está a divulgação de mensagens em 13 de maio pelo Intercept Brasil. As mensagens mostraram cobrança de um pagamento de 134 milhões de reais a um ex-banqueiro para financiar filmagem sobre o pai. Os produtores da obra negaram a veracidade da finalidade.
Flávio Bolsonaro admitiu ter recebido 61 milhões de reais até a prisão de Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, segundo as informações veiculadas. A prisão foi ligada a fraudes financeiras bilionárias, conforme o material publicado.
Nesta terça-feira, 19 de maio, Flávio deverá prestar explicações a 112 deputados federais e senadores do PL. A reunião em Brasília foi organizada como parte de um esforço coletivo de contenção de danos.
A defesa do candidato ressalta que houve segredo por obrigação contratual de confidencialidade. A defesa, no entanto, não detalha outros aspectos do acordo financeiro com Vorcaro.
O anúncio inicial como candidato presidencial ocorreu em dezembro, um mês após a prisão do ex-dono do Master. Cinco meses depois, Flávio disse conhecer Vorcaro e ter recebido recursos dele em uma operação pouco clara.
A bancada do PL e aliados avaliam o impacto do episódio na candidatura de Flávio Bolsonaro. O objetivo é entender riscos e ajustar estratégias diante da crise que envolve o histórico do político.
Com 19 semanas até as eleições, o custo político de qualquer renúncia tende a ser alto para o PL e seus apoiadores. As dúvidas sobre o caminho da candidatura permanecem abertas enquanto o tema segue na pauta pública.
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