Odair Cunha tomou posse nesta quarta-feira (20/5) como novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília. A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autoridades dos Três Poderes e representantes de órgãos de controle. Cunha substitui Aroldo Cedraz, que pediu aposentadoria compulsória, e é o primeiro filiado ao PT a ocupar uma vaga no tribunal por indicação do Legislativo.
O ex-deputado federal foi indicado pela Câmara dos Deputados e aprovado pelo Congresso Nacional. Em seu discurso de posse, defendeu um modelo de controle que combine rigor na fiscalização com segurança institucional para gestores públicos, destacando que o papel do controle vai além da punição.
Cunha relembrou a trajetória familiar humilde e destacou que cada recurso desperdiçado representa oportunidades perdidas e serviços que deixam de chegar à população. Reforçou o compromisso com a defesa do patrimônio público, a transparência e o fortalecimento das instituições democráticas. Afirmou que o TCU precisa ser acessível e que a transparência é obrigação democrática.
Contexto e funções
Ao tomar posse, o magistrado destacou que o Tribunal precisa atuar de forma preventiva e ampliar a atuação institucional. Ele disse que irá trabalhar para que o tribunal possa orientar caminhos, prevenir falhas e contribuir para boa gestão e para o funcionamento da República, por meio de diálogo e pactuação entre as instituições.
Odair Cunha tem carreira pública desde 2003, com seis mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados e passagem pela Secretaria de Governo de Minas Gerais (2015-2018) na gestão de Fernando Pimentel. Foi eleito com 303 votos na Câmara e 50 votos no Senado. O TCU tem a função de auxiliar o Congresso no controle externo da administração pública federal, fiscalizando contratos, licitações, obras e as contas do governo federal.
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