O debate sobre o BRB ganhou contornos novos após uma reunião entre membros do Congresso e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Representantes do DF e federais cobraram gestos contundentes da governadora Celina Leão para facilitar apoio da União ao banco estatal do Distrito Federal, sem sinal de prazo definido para intervenção.
Os parlamentares afirmam que não houve sinal de ação concreta por parte da gestão do DF. Fábio Félix, do PSOL, disse que o governo local envia ofícios simbólicos sem apresentar planos ou documentação necessária para viabilizar uma solução. A leitura é de que há tentativas de transferir a responsabilidade à esfera federal.
Erika Kokay, deputada federal pelo PT, informou que está disponível para buscar soluções efetivas com o governo federal, desde que existam caminhos reais para solucionar o BRB. Ela questionou se Celina Leão tem mobilizado a bancada para contatar o presidente.
Detalhes do cenário e próximos passos
O DF enviou, em abril, um ofício ao Ministério da Fazenda solicitando garantia da União em operações de crédito. Em 29 de abril, o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, apontou que o DF tinha Capag com nota C, o que restringe operações para entes com notas A ou B.
O ministro da Fazenda, Dário Durigan, afirmou em entrevista que a atuação federal ocorreria apenas em caso de risco sistêmico. Segundo ele, a solução é responsabilidade do Governo do Distrito Federal, enfatizando a dimensão estadual do problema.
A pauta segue sem consenso sobre prazo de atuação da União ou sobre possíveis intervenções no BRB, mantendo o foco na viabilidade de soluções reais para manter a liquidez e a solvência do banco. As próximas semanas devem esclarecer o papel de cada esfera de governo.
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