Nesta quinta-feira (21/5), deputados da base governista e da oposição pressionaram pela instalação de uma CPI para investigar o Banco Master. Em plenário, o pedido foi pauta de discursos que enfatizaram a necessidade de apuração rápida e profunda.
O PT contestou a estratégia apresentada pela oposição ligada ao PL, chamando o texto de CPMI de “teatro” e explicando que não apoiou por divergências sobre a condução e por temer desvio do foco do caso. A sigla diz ainda manter outros pedidos de investigação sobre o Banco Master.
Heloísa Helena (Rede) pediu à presidência do Congresso, sob Davi Alcolumbre, que o requerimento avance, destacando dificuldades na coleta de assinaturas desde dezembro. A deputada afirmou que o objetivo envolve, além do banco, possíveis irregularidades ligadas a lavagem de dinheiro e operações financeiras irregulares.
Uczai destacou que o presidente Lula seria favorável às investigações, sustentando que o tema deve abranger todos os possíveis responsáveis, sem seletividade. O parlamentar mencionou relações entre o empresário Daniel Vorcaro e a família Bolsonaro, e citou supostos pagamentos e visitas a Vorcaro em prisão domiciliar.
Segundo a deputada Fernanda Melchionna (PSol) e o senador Rodrigo Pacheco (PSB), o pedido de CPI reuniria apoio de parlamentares de espectros distintos, de direita a esquerda, fortalecendo a fiscalização sobre o tema. A discussão envolve ainda a possível ligação entre o Banco Master e redes de irregularidades.
Contexto e desdobramentos aguardam definição no plenário do Congresso, com a avaliação de que a instalação da CPI pode depender de acordos entre lideranças para viabilizar as assinaturas necessárias. A pauta permanece sob análise institucional.
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