Em Copacabana, no Rio de Janeiro, surgiram grupos de moradores que se autodenominam justiceiros, organizando rondas e caçadas a jovens suspeitos de furtos. As ações são divulgadas em redes e aplicativos de mensagens, incluindo filmagens de agressões.
O Ministério Público do Rio (MPRJ) aponta William Correia da Silva Junior como fundador do grupo Anjos da Guarda Vigilância Comunitária, também conhecido como Justiceiros de Copacabana. Segundo o MP, ele fomentava perseguições e violência contra adolescentes.
A promotoria cita ainda um professor de jiu-jítsu e outras duas pessoas como incentivadores ou participantes diretos das ações do coletivo. As atividades teriam envolvido menores de idade em aponta de criminosos na região.
Medidas liminares e responsabilização
A Justiça determinou, em liminar, que William se abstenha de organizar, participar ou divulgar atos de vigilantismo envolvendo crianças e adolescentes. Também ficou proibido de gravar ou divulgar imagens de menores.
O MP também requer a remoção de conteúdos das redes sociais, indenizações por danos morais coletivos e campanhas educativas sobre direitos de crianças e adolescentes. A decisão foi proferida pela 1ª Vara da Infância e da Juventude.
William Correia publicou vídeos onde comenta o caso, negando ser responsável pelo vigilante e afirmando que a decisão permitiria atuação criminosa de menores na Zona Sul. Ele afirma não ter usado armas nem agressões.
Em novembro de 2025, a mesma juíza já havia condamnado o Estado do Rio ao pagamento de danos morais coletivos de R$ 500 mil por divulgação de dados sigilosos de adolescentes por agentes públicos, fato que teria incentivado a atuação dos chamados justiceiros.
Entre na conversa da comunidade