Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou neste sábado, 23, para manter as prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O caso envolve investigações da Operação Compliance Zero, que apura fraudes na instituição liquidada pelo Banco Central em 2025. A decisão ocorre na Segunda Turma, em sessão iniciada na sexta-feira e interrompida para vista.
O relator do caso, ministro André Mendonça, já havia votado pela manutenção das prisões na sessão virtual realizada na sexta, 22. O julgamento ficou paralisado após o pedido de vista do decano Gilmar Mendes, que pode levar até 90 dias para analisar o processo. A contagem atual aponta placar de 2 a 0 a favor da manutenção das prisões.
Desdobramentos no STF
Fux antecipou seus votos em duas ações, mantendo a linha do relator. O colegiado é composto por cinco ministros: Mendonça, Fux, Gilmar Mendes, Nunes Marques e Dias Toffoli. Toffoli, porém, tem se declarado suspeito para julgar processos relacionados ao Master, já que relatou a investigação em fevereiro.
Mendonça argumentou que existem fortes indícios de uma estrutura criminosa com impactos negativos à sociedade e que não há medidas menos gravosas que garantam a ordem pública e a instrução criminal sem a prisão. Em relação a Felipe Vorcaro, o relator endossa parecer do Ministério Público Federal sobre papel significativo em transações com indícios de ilicitude, especialmente lavagem de dinheiro.
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