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Galípolo diz que BC foi comunicado sobre contrato de irmão de servidor com Master

Presidente do Banco Central afirmou que não vê elementos para relacionar atuação do funcionário ao caso de Daniel Vorcaro

Reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para ouvir o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em maio de 2026 (Lula Marques/Agência Brasil)
Reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para ouvir o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em maio de 2026 (Lula Marques/Agência Brasil)

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comentou nesta quinta-feira (24) o caso de um terceiro servidor da autarquia citado no escândalo do caso Master. Ele disse que a situação é muito diferente da de dois outros servidores envolvidos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e frisando que “todo mundo é inocente até que se prove o contrário”.

Reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta quinta informou que novas mensagens extraídas do celular de Vorcaro mostram que o Banco Master teria realizado pagamentos à empresa LR Consultoria.

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A empresa pertence a Leonardo Eyer Harris, irmão de Ricardo Eyer Harris e chefe de gabinete do atual diretor de Regulação do BC, Gilneu Vivan. De acordo com a reportagem, a empresa teria recebido R$750 mil do Master no ano passado.

Ainda conforme a reportagem, Leonardo disse ter sido procurado pelo Master por uma consultoria na área de mineração, sem qualquer relação com o trabalho do irmão no BC. Seu irmão, Ricardo, disse que informou o BC sobre o contrato.

Nesta quinta-feira, durante entrevista coletiva em Brasília sobre o Relatório de Política Monetária, Galípolo confirmou que o servidor do BC teria comunicado a dois diretores da autarquia, com os quais trabalhou diretamente, a existência do contrato de prestação de serviços do irmão com o Master.

“O irmão trabalha na área de mineração há bastante tempo, presta consultoria para uma série de instituições na área de mineração – nada relacionado à atividade aqui -, e eu sou testemunha que o Harris tem um comportamento no Banco Central, ao longo de todo este período, que de maneira nenhuma eu posso levantar nada relativo à questão do Master“, afirmou Galípolo, quando questionado por jornalistas.

“Existem processos internos, o Harris tem de ter toda a oportunidade para ele poder esclarecer tudo o que ele quiser esclarecer dentro das instituições internas do Banco Central”, acrescentou Galípolo.

“Mas é importante esclarecer que todo mundo é inocente até que se prove o contrário. O caso dele é bastante distinto do caso dos outros servidores aqui do Banco Central.”

Galípolo se referia aos servidores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, que atuavam na área de supervisão bancária. Os dois, atualmente afastados do BC, são investigados por supostamente terem prestado auxílio a Vorcaro em processos do Master no BC, recebendo compensações por isso.

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