O Brasil pode enfrentar um curto-circuito institucional caso os Estados Unidos divulguem uma lista de sanções envolvendo membros do Judiciário, políticos e empresários ligados a organizações criminosas como PCC e CV. A leitura é de Leonardo Barreto, sócio da Think Policy, em entrevista ao WW.
Barreto afirma que o país não está preparado institucionalmente para processar um cenário dessa magnitude. Ele liga o tema aos pedidos de suspeição em curso no STF, indicando fragilidades do sistema.
Ele projeta um cenário hipotético em que uma lista de sanções dos EUA envolva autoridades brasileiras. Pergunta como as instituições brasileiras reagiriam: apurariam e responsabilizariam ou protegeriam?
Como referência, o especialista cita o México, onde autoridades já foram apontadas por ligações com cartéis. Segundo Barreto, o Brasil pode enfrentar dilemas parecidos para lidar com pressões externas.
O principal risco, segundo ele, é a incapacidade das instituições de lidar com sanções rápidas e de grande alcance. O alerta é de que o preparo institucional pode não acompanhar a velocidade das mudanças.
Entre na conversa da comunidade