O governo Lula vê a decisão de Donald Trump de classificar facções como terroristas como alavanca para avançar pautas no Congresso. A estratégia é aproveitar o tema para destravar a PEC da Segurança e o PL das terras raras.
Integrantes do Planalto trabalham para sensibilizar senadores a votar as propostas. A ideia é mostrar resposta institucional ao que consideram ações do governo dos EUA contra o Brasil no combate ao crime organizado.
O objetivo é vincular o ritmo de aprovações ao discurso de soberania e segurança. Desbloquear a PEC seria visto como sinal de cooperação entre Brasil e EUA em combate ao crime.
Já o PL das terras raras busca assegurar domínio estratégico do país diante de potenciais acordos com Washington sobre o tema científico e econômico. A pauta é tratada como prioridade.
No Planalto, a viabilização depende da atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a quem caberia pautar as matérias. O relacionamento entre Lula e Alcolumbre é considerado desafiador por aliados.
Interlocutores do governo relatam contatos frequentes entre o ministro José Guimarães e a gestão do Senado para ampliar apoio às propostas, ainda sem garantias de que avancem neste ciclo.
Ministros admitem que a PEC da Segurança pode ficar para o início de 2027, caso a tramitação do fim da escala 6×1 tenha prioridade neste momento. A pauta segue sob avaliação.
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