A defesa de Brasil com IA implica energia estável para atrair data centers. Pedro Rodrigues, do CBIE, afirma que a matriz do país é limpa, mas precisa converter pedidos de conexão em megawatts disponíveis. O tema ganhou destaque com planos de expansão.
A reportagem do Poder360, em parceria com o CBIE, analisa a relação entre IA, demanda por energia e atração de data centers no Brasil. Rodrigues destaca a importância de energia firme, disponível e conectada à rede para a competitividade.
O debate ganhou força após o ministro Alexandre Silveira, em Lisboa, defender que data centers sejam tema de soberania nacional. Ele vinculou o interesse de investidores à atuação diplomática do governo e a viagens oficiais.
Desafios e perspectivas
Rodrigues cita estudo da IEA que aponta aumento acelerado da demanda por eletricidade com a IA. O consumo de data centers deve quase dobrar até 2030, pressionando oferta de geração mundial.
Segundo ele, o movimento global não se restringe a renováveis. Países investem também em gás, baterias e núcleos nucleares para manter fornecimento firme diante picos de demanda.
No Brasil, há tensão entre a valorização de energia limpa e a necessidade de firmeza de suprimento. O Redata exige energia renovável, enquanto o investidor busca estabilidade, velocidade de conexão e carga tributária competitiva.
Para adultos da área, a energia renovável nem sempre é firme. Solos de geração variável exigem armazenamento, transmissão robusta ou fontes suplementares para manter data centers estáveis mesmo com baixa irradiância.
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