A defesa de Jair Bolsonaro pediu a revisão criminal da condenação que o manteve preso por 27 anos e três meses. O processo sustenta irregularidades no julgamento, ausência de provas da participação do ex-presidente e suposta coação na oitiva de Mauro Cid. A ação será analisada pelo plenário do STF.
O relator é Kassio Nunes Marques, indicado pelo próprio Bolsonaro. O ministro ainda não definiu data para o julgamento, e o procurador-geral, Paulo Gonet, teve prazo ampliado para se manifestar.
Segundo aliados, a estratégia não envolve apenas o aspecto jurídico, mas também político. A oposição pretende explorar o caso na campanha, conectando-o à defesa de anistia para envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.
A defesa sustenta que o tema pode criar movimento na militância e deslocar o debate para a anistia. Desdobramentos jurídicos dependem de manobra interna do STF e de eventuais mudanças de cenário político após as eleições.
Os advogados argumentam que a revisão só prospera em situações específicas, como prova falsa ou novas evidências de inocência. A defesa aponta, porém, que os critérios não foram preenchidos nos autos.
Essa linha de atuação é vista por analistas como ferramenta para fortalecer a posição de Bolsonaro na campanha. A estratégia envolve manter o tema vivo mesmo sem garantias de sucesso no STF.
A reportagem acompanha o assunto com base na edição de Veja de 5 de junho de 2026. As informações destacam que o caso pode influenciar o cenário político, independentemente do resultado judicial.
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