O PL e o PT lideram as assinaturas por pedidos de abertura de CPI do Banco Master, segundo levantamento da CNN. A apuração mira as fraudes na instituição financeira ligada a Daniel Vorcaro. A verificação ocorreu com dados até 22 de maio, envolvendo deputados e senadores em exercício.
Na Câmara, o PL, maior bancada, tem 97 deputados; ao menos 86 assinaram propostas de CPIs e CPMIs. O PT também teve forte adesão: 64 dos 65 deputados petistas assinaram os pedidos. No Senado, 16 senadores do PL também assinaram.
Entre as bancadas, o União Brasil aparece como terceira maior na Câmara, com 32 de 50 assinando. No Senado, a sigla tem 3 parlamentares, com 2 adesões. Quarto maior grupo, o PSD, teve 27 deputados signatários.
No PT, todos os 10 senadores assinaram as propostas, mantendo a mesma proporção que ocorreu no PL. Já o PP teve 22 assinaturas na Câmara, e 5 de 7 no Senado. Outras bancadas apresentaram adesões variáveis entre 9 e 12 membros.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, foi o único líder de bancada que não assinou no momento, e descartou a instalação de CPI ou CPMI. Ele alegou que a Justiça, a PF e o Ministério Público já investigam o tema e afirmou que a CPMI seria, segundo ele, um palanque eleitoral.
Protagonismo e cobranças
Congressistas do PL e do PT disputam a liderança da investigação e trocam acusações sobre vínculos com o Master. O líder do PT na Câmara citou ligações entre o grupo de Flávio Bolsonaro e as fraudes. O PL, por sua vez, questionou a atuação do PT nas apurações.
A pauta envolve oito pedidos distintos de CPI e CPMI, com propostas para apurar o Master na Câmara e no Senado. Entre os nomes listados estão parlamentares de diferentes legendas, refletindo a amplitude política da discussão.
Cenário institucional
A formação de uma comissão envolve etapas de instalação, escolha de presidente, relator e andamento de requerimentos. O relator pode redigir o relatório final com eventual indiciamento de parlamentares, votado pela comissão ao término dos trabalhos.
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