O Rio de Janeiro enfrenta um histórico de governance marcada por acusações na Justiça. Sete ex-governadores já foram citados, entre eles Sérgio Cabral, Anthony Garotinho e Wilson Witzel. As acusações vão de corrupção a desvio de verbas e abuso de poder.
O atual cenário ganhou contornos inusitados com a posse do desembargador Ricardo Couto, que chegou ao Executivo como quarto na linha de sucessão. A mudança ocorreu após uma sequência de afastamentos e renúncias que esvaziaram os três primeiros na linha de substituição.
Contexto político e linha de sucessão
O vice-governador Thiago Pampolha deixou o governo em março de 2025 para ocupar vaga no Tribunal de Contas regional. Em dezembro, o presidente da Alerj foi preso. Quando Castro renunciou, não houve eleição para substituir Bacellar, abrindo espaço para Couto, like uma situação sem precedentes no Brasil.
Um movimento na Assembleia para retomar a vaga de Couto foi contido pelo STF, que frustrou as tentativas. Deputados acusam o Judiciário de agir para proteger o próprio poder, enquanto Couto permanece no posto com poderes limitados, até nova definição institucional.
Ações de gestão e impactos
Sob Couto, contratos de vulto estão sob reeavaliação criteriosa. O governador em exercício foca em melhoria da eficiência estatal e já demitiu mais de 3.000 servidores considerados fantasmas. A projeção é de que esse número passe de 6.000, conforme declaração ao jornal O Estado de S. Paulo.
A abordagem pública enfatiza a recuperação de recursos e a melhoria de serviços. A gestão busca transparência e redução de desperdícios, sem contrariar marcos legais e institucionais vigentes.
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