No domingo, a defesa de Virgínia Fonseca rompeu o silêncio após uma reportagem do Domingo Espetacular apontar investigação da Polícia Federal por suposta lavagem de dinheiro envolvendo a influenciadora. A apuração liga a investigação ao depoimento de Virgínia à CPI das Bets, ocorrido pouco mais de um ano atrás.
A matéria detalha que a PF possui relatórios com indícios sobre as movimentações financeiras das empresas associadas à influenciadora. O início das suspeitas está relacionado ao depoimento na CPI e ao acúmulo de informações desde então, com foco nas entradas e saídas de recursos.
Segundo o Domingão, um relatório do COAF apontou a possibilidade de lavagem envolvendo cerca de R$ 22 milhões recebidos pela Talismã Digital. A empresa teria recebido numerosas transfers via Pix de outra empresa, a qual, por estar no regime do Simples Nacional, poderia ter restrições de faturamento, suscitando dúvidas sobre a origem dos valores.
Ligações empresariais e desdobramentos
Antes de fundar a WePink, Virgínia atuava ao lado de Samara e Thiago Stabile na Pink Lash, negócio que também contou com a participação de Karen Mori, viúva de um dirigente ligado ao PCC. Mori encerrou a sociedade com os atuais sócios de Virgínia e, posteriormente, a reportagem indica que a empresa passou a operar no mesmo endereço da holding de Virgínia Fonseca, com capital social estimado em cerca de R$ 50 milhões.
A matéria aponta que a relação entre as empresas de Virgínia e de Karen Mori envolve mudanças de sócios e de endereço comercial, além de vínculos entre estruturas empresariais ligadas à influenciadora. A PF continua investigando as movimentações, sem ainda divulgar conclusões.
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