O segundo turno das eleições presidenciais no Peru foi marcado por pelo menos quinze incidentes em todo o país, segundo a Junta Nacional Eleitoral (JNE). Houve cédulas marcadas irregularmente e uma tentativa de tomada de uma seção eleitoral. Os casos ocorreram principalmente em Lima, com medidas de substituição das cédulas envolvidas.
A JNE informou que os incidentes foram tratados com apoio da Polícia Nacional e do Ministério Público. Em Surco e La Molina, na capital, foram adotadas ações imediatas para enfrentar as irregularidades, sem que isso interrompesse o andamento do pleito.
Alguns episódios envolveram denúncias de fiscais eleitorais em Puno, no sul, sobre uma tentativa de posse forçada de seção, que foi frustrada. O presidente da JNE destacou que não houve fraude e que o processo transcorre dentro das normas vigentes.
Dados e desdobramentos
O órgão reiterou que a nulidade de seções só pode ser declarada pelo JNE, ou pelos JEE, mediante alegações formais. De acordo com Burneo, os incidentes não invalidam as seções nem o pleito, e os alertas estão sendo apurados.
Entre as informações de defesa, destacou-se uma denúncia da Defensoria Pública sobre suposta tática de fraude com cédulas pré-marcadas em algumas seções. A Ouvidoria indicou possível tentativa de invalidar votos.
Em um caso, Oracio Rafaile Huamayalli, de 81 anos, foi detido com cédulas adulteradas em outra seção, com credencial de representante partidário. O Juntos pelo Peru informou que o detido tinha filiação ao Aprista e atuação em seção distinta.
Pesquisas de boca de urna
As pesquisas apontaram empate técnico entre Fujimori e Sánchez no segundo turno. Ipsos aponta 50,7% para Fujimori e 49,3% para Sánchez; Datum aponta 50,53% contra 49,47%, ambos com margem de erro de 3%.
O pleito contou com mais de 27,3 milhões de eleitores aptos a votar, definindo o nono presidente do Peru nos últimos dez anos. A apuração segue, com resultados oficiais esperados após as etapas da Justiça Eleitoral.
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