O Peru se aproxima da sua nona eleição presidencial em uma década, marcada por polarização e incerteza. Keiko Fujimori, da Fuerza Popular, disputa o cargo contra Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú, após um primeiro turno disputado que apontou 17,92% para Fujimori e 12,03% para Sánchez. A votação ocorreu no domingo, 7 de junho, em todo o país.
A disputa carrega o legado do fujimorismo e a imagem associada a Pedro Castillo, ex-presidente cuja gestão enfrentou corrupção e instabilidade. A diferença entre os candidatos tem se estreitado em pesquisas, com eleitores indecisos estimados em cerca de 25% do eleitorado, segundo o IEP.
A governabilidade permanece como fator central, em meio a um Congresso fragmentado e uma história recente de destituições. A estratégia de cada candidatura deverá enfrentar resistências regionais, sobretudo entre Lima, áreas urbanas, sul e zonas rurais.
Contexto do cenário político
Keiko Fujimori concorre pela quarta vez à Presidência, buscando consolidar o legado fujimorista, apesar de crises passadas associadas ao período de seu pai. O histórico de denúncias de corrupção acompanha a imagem de sua campanha, que também enfatiza leis de segurança e redução da violência.
Roberto Sánchez, psicólogo e ex-ministro do Comércio Exterior e Turismo, associou-se a Castillo para capitalizar o voto rural. Sua trajetória inclui manter um tom moderado em meio à turbulência política, tentando apresentar uma alternativa estável ao cenário atual.
Perspectivas e próximos passos
A apuração após o segundo turno dependerá da capacidade de cada candidato de mobilizar regiões-chave e reduzir a abstenção. A composição provável do Congresso poderá influenciar fortemente a governabilidade do futuro presidente, independentemente do vencedor.
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