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Atlas/Bloomberg diz não ter cometido contaminação metodológica em pesquisa

TSE suspende divulgação de pesquisa AtlasIntel/Bloomberg por suspeitas de indução ao eleitor; instituto nega contaminação metodológica

Pesquisa suspensa pelo TSE registrava queda de Flávio Bolsonaro diante de Lula
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A Atlas/Bloomberg afirmou que não houve contaminação ideológica na pesquisa em que apontou queda de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de áudios sobre pedidos de dinheiro a um banqueiro. A empresa disse que outros levantamentos mostraram padrões semelhantes, reforçando essa leitura. O levantamento foi divulgado originalmente em 19 de maio.

O TSE suspendeu a divulgação da pesquisa após apontar suspeitas de indução ao eleitor nas perguntas. A decisão é liminar e pode ser referendada pelo plenário. O presidente do tribunal, Kássio Nunes Marques, atendeu a pedido do PL e determinou a abstenção de nova divulgação, impulsionamento ou republicação do levantamento.

Segundo o TSE, a decisão levou em conta declarações do CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, em entrevista, que reconheceu o viés político do conteúdo submetido aos entrevistados. O tribunal também citou que a reportagem mostrou o áudio entre Flávio e Vorcaro como elemento potencial de dano à imagem do pré-candidato.

Os fatos apontados pelo tribunal ocorreram no contexto de uma eleição presidencial, com queda de seis pontos percentuais de Flávio Bolsonaro em comparação com o atual presidente Lula em um segundo turno, segundo o registro da pesquisa. A AtlasIntel afirmou que o áudio não foi apresentado aos respondentes nem houve alterações no questionário.

A decisão liminar determina que a AtlasIntel se abstenha de divulgar o levantamento registrado sob o número BR-06939/2026 até nova deliberação do TSE. A medida não bloqueia outras informações já publicadas pela empresa, apenas a divulgação do levantamento específico.

Autoridades do tribunal argumentam que a divulgação poderia induzir o eleitorado em meio ao debate eleitoral. Representantes do PL afirmaram que a decisão busca interromper eventuais impactos indevidos no alinhamento de votos. A determinação é passível de recurso e será analisada pelo plenário do TSE.

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