A ministra Cármen Lúcia, do STF, afirmou nesta segunda-feira, 8, que o escândalo envolvendo o Banco Master não representa a maior crise da história da Corte. A declaração foi dada em entrevista ao POD_i, podcast da GloboNews.
Ela disse que o Supremo já viveu momentos muito graves e que não vê um divisor de águas na credibilidade do Judiciário junto à população. Segundo a ministra, turbulências institucionais são superadas pela força da instituição.
Cármen Lúcia ressaltou que ainda há pouca história institucional sobre o Judiciário. Ela afirmou que a instituição é maior que pessoas e que crises tendem a passar com o tempo.
Ponto ético no serviço público
A ministra classificou como gravíssima a questão dos chamados penduricalhos no serviço público e pediu o fim da aposentadoria compulsória como punição para magistrados. A manutenção de vencimentos integrais após sanção, segundo ela, gera percepção negativa.
Ela explicou que a percepção pública pode se tornar de que há pagamento duplo a magistrados, mesmo após punição. A fala enfatiza a necessidade de esclarecer regras de remuneração e sanção.
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