Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que vai resolver o veto da União Europeia à importação de carne brasileira, entre outros produtos de origem animal. A declaração foi feita em meio a debates sobre o tema, sem detalhar medidas. A UE bloqueou as exportações brasileiras e retirou o Brasil da lista de países aptos a cumprir exigências sanitárias.
A informação sobre o veto foi publicada pela UE, que mantém as restrições e analisa a situação sanitária brasileira. O governo brasileiro tem prazo até 3 de setembro para atender às exigências apresentadas pela Comissão Europeia.
As perdas estimadas pelo setor produtivo chegam a cerca de US$ 2 bilhões por ano, equivalentes a aproximadamente R$ 11,4 bilhões. O bloqueio atinge diretamente as exportações de proteína animal para o bloco europeu, incluindo carne bovina e de frango.
Tentativa de adequação
Em abril, o Ministério da Agricultura publicou portaria restringindo os medicamentos questionados pela UE. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, validou o documento, mas o veto foi mantido pela CE.
Mesmo com a iniciativa brasileira, o veto permanece. A lista de países com processos aprovados pela CE inclui Armênia, Índia, Indonésia, Quênia, Nigéria, Sérvia, Tanzânia, Tunísia, Uganda e Uzbequistão. O Mercosul — Argentina, Paraguai e Uruguai — enfrenta restrições semelhantes.
Entre na conversa da comunidade