Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender, nesta segunda-feira, 8, a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA. O pronunciamento ocorreu em evento voltado ao público feminino em São Paulo, onde ele também sinalizou a possibilidade de ter uma mulher como vice.
O senador correu atrás de aparato internacional para frear o crime organizado, citando a viagem a Washington no fim de maio, ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro, e o encontro com o então presidente Donald Trump. A linha é de que a cooperação internacional é essencial para enfrentar o poder paralelo do crime.
Poucos dias depois, o governo americano passou a avaliar tarifas sobre produtos brasileiros, incluindo críticas ao Pix, o que colocou a pré-candidatura de Flávio em defesa. Questionado, o senador não comentou diretamente a possível tarifa.
Tarifa dos EUA e reação brasileira
Durante o evento, Flávio voltou a criticar a condução do governo Lula na questão. Ele afirmou que a defesa da agenda com os EUA não tem relação com retaliação a políticas domésticas, mas com a segurança pública. A fala ocorreu diante de uma plateia majoritariamente feminina.
Em sua avaliação, a viagem aos EUA teve o objetivo de enfrentar o crime organizado e reduzir sua influência no território nacional. O parlamentar reiterou que a atuação internacional deve ser mantida para conter o avanço de facções criminosas.
Vice feminina na chapa
No même evento, o pré-candidato afirmou que pretende escolher uma mulher como vice, e rebateu críticas sobre supostos posicionamentos do pai, o ex-presidente. Flávio destacou a presença de mulheres em seu gabinete e na gestão de antigos governos, usando a família como exemplo.
A atuação de Flávio Bolsonaro busca ampliar a atuação junto ao eleitorado feminino, considerado estratégico para a reta final da corrida presidencial, conforme a avaliação de aliados e adversários. O roteiro de campanha segue priorizando esse nicho de eleitores.
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