Após abrir o plenário nesta terça-feira (2), o senador Eduardo Girão questionou a indicação do ministro Benedito Gonçalves ao cargo de corregedor do CNJ para o biênio 2026-2028. A leitura central aponta a necessidade de independência, autonomia e credibilidade pública para a função, responsável pela fiscalização de magistrados em todo o país.
Girão citou julgamentos do TSE e a fala dirigida a Alexandre de Moraes, do STF, durante a diplomação de Lula, como exemplos de atuação que, na avaliação dele, afetam a confiança no Judiciário. O senador ressaltou que a corregedoria requer neutralidade clara para manter a percepção de legitimidade junto à sociedade.
Ele também apontou o episódio envolvendo a diplomação de Lula como indicativo de ativismo judicial. Segundo o parlamentar, tais atitudes, associadas a um amplo ativismo, podem corroer a credibilidade dos tribunais superiores perante a população.
Delação de Vorcaro
O senador mencionou as negociações para a colaboração premiada do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e expressou preocupação com a possibilidade de uma delação incompleta. Girão disse que uma delação parcial não traria informações suficientes sobre os fatos investigados.
Segundo ele, é essencial que Vorcaro apresente dados relevantes que contribuam para esclarecer as investigações. Afirmou ainda que a prioridade deve ser expor irregularidades de forma completa, independentemente do montante envolvido.
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