O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, suspendeu nesta segunda-feira a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa à Presidência. A decisão ocorre a pedido do senador Flávio Bolsonaro, que questionou as perguntas usadas na sondagem após a divulgação de negociações para financiamento do filme Dark Horse.
A suspensão também envolve o impulsionamento, a republicação ou a manutenção da pesquisa nos canais oficiais da AtlasIntel. A liminar visa evitar indução de respostas até que haja avaliação sobre a regularidade metodológica.
Nunes Marques apontou indícios de comprometimento da neutralidade metodológica e de que o levantamento pode ter extrapolado a simples aferição de opinião pública. A decisão aguarda o referendo do plenário do TSE.
Detalhes da decisão
O ministro deu dois dias para a AtlasIntel apresentar informações sobre os questionamentos do PL. O Ministério Público Eleitoral também será ouvido antes de a corte consolidar o parecer.
A decisão será pautada para a próxima sessão do tribunal, prevista para terça-feira (9). A corte deve analisar a possibilidade de manter, ajustar ou revogar a liminar.
Um dos pontos centrais é se o áudio enviado pelo senador a um ex-banqueiro foi exibido aos entrevistados antes da pergunta sobre intenção de voto. Advogados de Flávio Bolsonaro sustentam que o material poderia ter influenciado as respostas.
A AtlasIntel negou irregularidades e afirmou que críticas jurídicas sem embasamento técnico prejudicam o debate público. O instituto se colocou à disposição para esclarecer os fatos.
Em entrevista concedida à CNN Brasil, o CEO Andrei Roman reconheceu o viés político em perguntas feitas aos entrevistados. Ele afirmou que o áudio foi apresentado ao fim do questionário e negou indução.
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