O pai de Henry Borel pediu a anulação do júri popular que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros. Leniel Borel, representado pelo advogado Cristiano Medina, acionou o recurso após a libertação da mãe da criança. A defesa sustenta erros na condução das perguntas aos jurados.
Medina afirma que novas perguntas foram feitas após os jurados rejeitarem a absolvição de Monique, o que, segundo ele, criou conclusões incompatíveis com decisões anteriores. O objetivo é anular o veredito e realizar um novo júri.
Monique Medeiros deixou o Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, após a decisão de perdão judicial. A juíza Elizabeth Machado justificou a soltura pela gravidade da pena já cumprida e pela reação da sociedade, o que foi alvo de críticas da defesa.
O caso envolve Jairo Souza Santos Júnior, padrasto de Henry, condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias por homicídio e tortura. O julgamento durou 11 dias, sendo o mais longo da história do Judiciário do Rio de Janeiro.
O Correio tentou ouvir o advogado de Leniel, mas não houve resposta até a publicação. O recurso ainda deverá seguir os trâmites legais, com possibilidade de ampliação de debates sobre o veredito.
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