O Senado recusou oficialmente o pedido de retirada de assinatura de uma proposta de emenda à Constituição apresentada pela oposição, que propõe um fim da escala 6×1 e apresenta uma alternativa conhecida como “PEC da Liberdade”. Os apoiadores originais, Romário (PL-RJ) e Zequinha Marinho (Podemos-PA), recuaram de manter o apoio à versão apresentada pela oposição.
Segundo o regimento interno, a retirada de assinaturas só é permitida antes da publicação da PEC. Como o texto já havia sido publicado, gabinetes que solicitaram a remoção receberam um aviso de recusado. A decisão foi formalizada durante sessão no Senado.
A proposta de emenda foi registrada pelo líder da oposição Rogério Marinho (PL-RN), com o apoio de cerca de 40 senadores, e visa uma contratação por hora trabalhada, segundo os defensores. A oposição afirma que a medida busca abrir o debate sobre o tema.
Em meio à repercussão nas redes sociais, Romário e Zequinha anunciaram publicamente que apoiarão o fim da escala 6×1 e que assinaram a PEC de Marinho apenas para manter o debate aberto. Cleitinho Araujo (Republicanos-MG) também afirmou que houve mal-entendido e que não votaria contra os direitos dos trabalhadores.
O senador Cleitinho relatou que foi alvo de fake news durante a semana e disse que não votaria contra direitos trabalhistas. Ainda segundo a Câmara alta, Rogério Marinho protocolou, junto à AGU, um pedido de providências contra o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) e cinco parlamentares, sob a alegação de desinformação.
Constam, no documento encaminhado à AGU, nomes de deputados e senadores ligados ao PT, PSOL e ao PT, citados como participantes de suposta campanha de desinformação sobre a “PEC da Liberdade”. A ação busca esclarecer conteúdos veiculados nas redes sobre a proposta.
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