O presidente Donald Trump voltou a questionar resultados eleitorais do tipo derrotas de seus adversários, usando a contagem lenta de votos por correspondência na Califórnia para insinuar fraude, sem apresentar evidências de fraude generalizada. O episódio ocorreu após as eleições locais em Los Angeles, na semana passada.
No dia de eleição, o candidato Pratt liderava a disputa para o segundo lugar na corrida à prefeitura diante da progressista Nithya Raman e da prefeita em exercício Karen Bass. Com a contagem de cédulas entregues por correio, predominantemente de eleitores democratas, Raman passou Pratt.
Trump classificou a virada de Raman como golpe de Dems, ampliando sua estratégia de minar a confiança pública no processo eleitoral. O ex-presidente já repetia desde 2020 que votações por correio seriam propensas a fraudes, sem apresentar provas.
Contexto eleitoral e desdobramentos
A disputa em Los Angeles envolve Raman, Pratt e Bass, sendo Bass a incumbente democrata. A contagem de votos por correio levou a mudanças no ranking entre candidatos, refletindo o ritmo lento típico de esse tipo de pleito. Analistas ressaltam que esse efeito é comum e não indica irregularidades.
Além disso, Trump tem defendido políticas para limitar o voto por correio, sugerindo, sem evidência, que seu uso compromete a integridade eleitoral. Em comício com legisladores republicanos, ele já defendeu leis de identificação para eliminar votos por correspondência.
Entre na conversa da comunidade