O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, lançou nesta segunda-feira (8) sua pré-candidatura ao governo do estado pelo Democratas. O anúncio marca o retorno dele à política após cumprir cinco anos de inelegibilidade por impeachment. A operação ocorreu no contexto de reforço de atuação contra o crime, conforme o comunicado da campanha.
Witzel afirmou que volta por acreditar que o povo fluminense merece mais do que medo, abandono e omissão. O ex-juiz federal disse que, se eleito, adotará política de segurança de tolerância zero ao crime e defenderá o enquadramento de criminosos com fuzis como terroristas. A meta inclui ainda a criação da Secretaria Estadual da Capelania.
Impeachment de Witzel e desdobramentos
Witzel foi afastado do cargo em 30 de abril de 2021, após processo por crimes de responsabilidade de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A acusação teve como base informações da Operação Placebo, da Polícia Federal, que investigava irregularidades na área da saúde. O Ministério Público Federal apontou a existência de uma organização criminosa ligada ao governo estadual.
Antes do julgamento, o ex-governador foi afastado por decisão do ministro Benedito Gonçalves, relator das investigações no STJ. A acusação também citou delação do ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, que descreveu desvios e atribuiu participação de Witzel em irregularidades. Empresários ligados aos grupos investigados teriam buscado controlar secretarias estaduais para favorecer contratos.
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