O estudo do Center for Countering Digital Hate (CCDH) analisou cerca de 8 milhões de comentários no Facebook sobre 100 membros da Câmara dos Deputados dos EUA, metade republicanos e metade democratas, com o objetivo de entender o impacto das mudanças nas regras de discurso da Meta.
Os pesquisadores compararam seis meses antes e seis meses depois das mudanças, que relaxaram as políticas de conteúdo. Os resultados mostram aumento expressivo de abusos, ameaças violentas e discurso de ódio contra parlamentares.
Avaliando as categorias, as mensagens de violência e incitação triplicaram, enquanto o assédio esteve mais presente. À época, os autores destacaram que algumas ameaças visavam a vida de políticos, incluindo o presidente dos EUA, Trump, segundo o relatório.
O estudo aponta que as mudanças também coincidiram com queda na moderação proativa pela Meta. Dados da própria empresa, em relatórios de transparência de 2025, indicam redução de enforcement em meses subsequentes às alterações.
Entre os casos citados, há menções a parlamentares como Jasmine Crockette (Texas) e Byron Daniels (Flórida), cujas mensagens abusivas foram identificadas, porém não removidas pela plataforma no período estudado.
A pesquisa reforça que a retirada de supervisão em áreas como violência, ódio e assédio pode ampliar conteúdos prejudiciais, conforme avaliação dos autores do CCDH.
Políticos ouvidos pela reportagem enfatizam que o aumento de ameaças tende a impactar atividades públicas e processos eleitorais, com relatos de mudanças em eventos presenciais e procedimentos de votação.
Especialistas ressaltam que conteúdos extremistas costumam gerar maior engajamento, o que levanta debates sobre equilíbrio entre liberdade de expressão e moderação de plataformas.
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