David Ellison, CEO da Paramount, prometeu respeitar a independência editorial de 60 Minutes em ligação com Lesley Stahl, uma das correspondentes, informou ela ao The New York Times.
A chamada ocorreu no domingo, um dos primeiros sinais de que Ellison está tomando medidas para acalmar o tumulto na rede de notícias após a demissão da direção do programa e de várias correspondentes de destaque.
A reforma, liderada por Bari Weiss, chefe de redação da CBS News, gerou críticas de Scott Pelley, estrela da equipe, que acabou demitido. Stahl relatou aos funcionários sobre a conversa durante um brinde de champanhe.
Em Manhattan, Stahl, Bill Whitaker e Jon Wertheim, os principais nomes restantes, discutiam se permaneceriam no programa após as mudanças e a demissão de Pelley. Eles decidiram ficar para evitar que o programa “morra”.
Meu brinde, disse Stahl por mensagem, era para os sobreviventes. Ela descreveu o sentimento como possível culpa de sobrevivência entre os colegas.
A posse de Ellison na Paramount, anunciada no ano passado, levantou dúvidas sobre seu papel na CBS News. Ele já manteve boa relação com o governo dos EUA, e a empresa busca aprovação regulatória para uma megafusão de 111 bilhões de dólares com a Warner Bros. Discovery.
Ellison afirmou que a CBS News deve alcançar segmentos que ele descreve como centro-direita ou centro-esquerda, visando ampliar o alcance do veículo informativo. A declaração coincide com a meta de reorganização da empresa.
Entre na conversa da comunidade