O presidente da CNT, Confederação Nacional do Transporte, afirmou apoiar o debate sobre flexibilização da jornada de trabalho. A declaração ocorre em meio à tramitação da PEC 12/2026, conhecida como PEC do Trabalho Flexível, proposta por 36 parlamentares.
Entidades do setor comercial e industrial publicaram uma carta aberta pedindo a aprovação da PEC. Assinam CNI, CNC, CNA e Fiesp, que juntas representam mais de 40 milhões de empregos e 91% do PIB. O documento defende a flexibilização como alternativa à recente PEC que acabou com a escala 6×1.
Terça-feira, 9, as entidades ressaltaram que a rigidez da proposta aprovada na Câmara pode elevar custos de produtos e prejudicar trabalhadores que recebem comissões. O grupo aponta riscos de inflação e perda de poder de compra para a população.
Impactos econômicos
Vander Costa disse que reduzir a jornada de 44 para 40 horas pode elevar custos para empresários, com efeitos em preços e remuneração. Em avaliações técnicas, o setor de transportes estima aumento de cerca de 10% nos custos, refletindo em bilhões de reais por ano.
Sobre a coexistência das duas propostas, o dirigente afirmou que as duas podem conviver, permitindo a opção ao trabalhador. A PEC do Trabalho Flexível é apresentada como modelo semelhante ao norte-americano, com escolha sobre quantos dias trabalhar.
O presidente da CNT pediu que o Senado siga o rito constitucional, com formação de comissão, audiências públicas e votação em dois turnos com interstício. O objetivo é permitir amplo debate antes de qualquer mudança constitucional.
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