Durante o VEJA em Foco, o colunista Murillo de Aragão analisou a delação de Daniel Vorcaro, apontando que o volume de dados já coletados pela Polícia Federal pode reduzir a força de uma eventual colaboração no caso Master. O comentário foi feito durante o programa apresentado por Marcela Rahal.
Segundo Aragão, aparelhos ligados ao empresário, entre eles celulares apreendidos, oferecem um conjunto robusto de informações. Em vez de depender apenas de novos relatos, a PF já tem material para confrontar propostas de delação com evidências existentes.
A avaliação é de que a delação de Vorcaro enfrentaria uma competiçao entre informações já obtidas e novos relatos. A diferença tecnológica entre o atual momento e o período da Lava Jato é destaque no debate, com recursos digitais ampliados influenciando o peso de acordos de colaboração.
O papel da tecnologia no peso das delações
O colunista aponta que a coleta de dados digitais transformou o bargaining de acordos de delação. No passado, não havia acervo tão amplo para cruzar informações de dispositivos e sigilos. Hoje, há maior capacidade de cruzamento de dados, o que pode reduzir a importância de relatos que não apresentem novos elementos.
Aragão afirma que o cenário atual cria uma “concorrência tecnológica” entre o que já foi descoberto e o que vem a ser apresentado em contato com investigadores. A conclusão é de que a qualidade das informações disponíveis pode frear propostas de colaboração incompletas.
A âncora do VEJA em Foco, Marcela Rahal, resumiu o impasse ao sugerir que Vorcaro talvez avalie o tamanho do passo a ser dado, diante da possibilidade de perder espaço caso demore a fechar um acordo. A observação reforça o ciclo de negociação entre partes envolvidas e a PF.
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