No Peru, a apuração das eleições presidenciais segue disputada entre Roberto Sánchez e Keiko Fujimori. Às 20h de terça, Sánchez tinha quase 30 mil votos de vantagem sobre Fujimori no total de votos apurados. O pleito ocorreu no segundo turno realizado no último domingo.
A contagem avançava lentamente após a virada de Fujimori, na segunda-feira, quando a liderança mudou a favor de Sánchez com mais de 90% das atas contabilizadas. A janela de votação inclui urnas em zonas rurais e no exterior, cruciais para o resultado final.
Até agora, 96,125% das atas foram apuradas. O chefe do Onpe afirmou que o vencedor pode demorar até duas semanas ou mais para ser declarado, devido a atas impugnadas que somam cerca de 450 mil votos. O ritmo depende também da chegada de votos do campo e do exterior.
Desdobramentos e perspectivas
Levantamentos de pesquisa variaram quanto às projeções, com divergências entre Ipsos e Datum. Em pesquisas de boca de urna, Fujimori aparecia na frente em alguns cenários, enquanto outros indicavam vantagem de Sánchez conforme as atas iam sendo contabilizadas. A diferença entre as projeções permanece dentro da margem de erro.
Os votos que faltam são decisivos para definir o resultado. Em 2021, a votação no exterior favoreceu Fujimori em larga vantagem, mas o total de votos no exterior é menor neste pleito. A base rural sustenta o candidato Sánchez, marcando o perfil da campanha até o momento.
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