A polícia italiana abriu uma investigação por corrupção envolvendo um juiz aposentado e dois colaboradores ligados ao projeto da Ponte do Estreito de Messina. O caso envolve informações confidenciais repassadas a um empresário e a um advogado, em busca de futuros cargos públicos.
A Procuradoria de Roma sustenta que o juiz, que integrou o Tribunal de Contas, ofereceu informações privilegiadas para facilitar ganhos financeiros dos terceiros. Registros de documentos e dispositivos eletrônicos foram requisitados para ampliar as provas.
O projeto, considerado uma das maiores obras públicas da Itália, recebeu apoio do governo de Giorgia Meloni e prevê ligar a Sicília ao continente com uma ponte de 3,7 km. A licitação é conduzida pelo consórcio Eurolink, com participação de Sacyr em 22,4%.
Investigações e custos do projeto
Segundo a promotoria, o trio buscaria apoio para indicar postos em órgãos públicos após a aposentadoria. O juiz aposentou-se em fevereiro; a nota oficial não identifica nomes completos, apenas iniciais e idades.
O contrato com a Itália foi firmado para a construção, a um custo total estimado de 13,5 bilhões de euros. A obra está prevista para iniciar neste ano, segundo o Conselho de Ministros, reforçando a aposta italiana na ligação entre ilha e continente.
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