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Grupos de direita radical expandiram influência no governo dos EUA, aponta relatório

Relatório aponta expansão de grupos de direita radical na máquina federal dos EUA e riscos a políticas públicas

The Capitol Dome and the US Senate are seen as the Senate participates in a series of votes on a bill that would fund ICE and border patrol in Washington DC on 4 June 2026.
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Os grupos de linha dura têm aumentado sua influência no governo dos EUA, aponta um relatório recente do Southern Poverty Law Center (SPLC). A publicação destaca a expansão de 1.263 grupos de ódio e anti-governo em atividade em 2025 e cita a abertura de processo federal de fraude contra a própria organização que produz a análise.

O levantamento, divulgado nesta terça-feira, chega pouco mais de dois meses após o governo apresentar acusações formais contra o SPLC. O documento registra alterações na política pública desde o início do segundo mandato de Donald Trump, em 2025.

Segundo o relatório, 23% dos agentes do FBI foram reatribuídos para enforcement de imigração, diminuindo atuação em áreas como crimes de colarinho branco, contraterrorismo, crime organizado e cibercrimes. A fundação afirma que a mudança de prioridades enfraquece a segurança de cidadãos.

A análise aponta que a gestão atual tem promovido pesquisas e táticas de imigração com maior rigor, em detrimento de outras áreas de atuação da justiça criminal. O SPLC cita também uma queda no acompanhamento de ameaças de violência de direita extremista, sugerindo aumento do risco em determinadas comunidades.

Entre as conclusões, o relatório mencionou a confirmação no Senado de altos oficiais do governo, como o secretário de defesa e o diretor do FBI, alguns dos quais teriam posições consideradas racistas ou misóginas. O SPLC ainda aponta a extinção de um banco de dados sobre terrorismo doméstico e crimes de ódio, além da retirada de um estudo revisado por pares do site do Departamento de Justiça.

O texto também destaca o papel de jovens digitalmente conectados que ganharam acesso ao governo, em troca de apoio a políticas contra imigrantes, LGBTQ+ e populações vulneráveis. O SPLC cita ainda nomes de figuras públicas associadas a esse grupo de influência.

A divulgação foi acompanhada por Erin Wilson, diretora do projeto de inteligência do SPLC, que pediu à população atenção ao aumento dessa influência e incentivou participação cívica, educação e ações solidárias como respostas possíveis.

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