Na última sexta-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, apareceu em cadeia de rádio e TV para apresentar o balanço da pasta, herdada de Marina Silva. Ele afirmou que, desde janeiro de 2023, o governo trata o meio ambiente como indutor do desenvolvimento.
A fala ocorreu sem rubor, conforme transmitido pela imprensa pública. Capobianco afirmou que o meio ambiente passa a ser visto como motor de crescimento, em vez de obstáculo, segundo ele, reforçando a agenda de desenvolvimento sustentável.
Entre exemplos citados, o ministro mencionou projetos com entraves históricos. A licença ambiental da Petrobras para perfurar no litoral do Amapá teria ocorrido após longa resistência do Ibama, após uma década de tramitações (segundo o discurso oficial).
Outro tema citado foi a exploração de urânio e fosfatos em Santa Quitéria, no Ceará, que estaria com licenciamento ambiental há 14 anos. O ministério também apontou a discussão sobre o asfaltamento da BR-319 e a dragagem da hidrovia do Paraguai como casos de objeção ambiental.
Capobianco destacou ainda que o conjunto de ações ambientais teria viabilizado um volume recorde de 204 bilhões de reais em recursos para o desenvolvimento sustentável, sem detalhar a origem ou a destinação dos recursos.
O ministro é um veterano ligado ao movimento ambientalista e indígena, com atuação ligada a Marina Silva desde as primeiras fases de sua carreira. Ele já ocupou cargos estratégicos na pasta e na coordenação de campanhas políticas.
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