Com mais de 90% das urnas apuradas, o Peru vive a contagem de votos entre Roberto Sánchez, da Juntos pelo Peru, e Keiko Fujimori, da Força Popular. A apuração começou no domingo, após o segundo turno da eleição presidencial.
No momento, a diferença entre os candidatos permanece estreita, ainda que Sánchez tenha assumido a liderança em etapas da contagem. A disputa é voto a voto, com dados oficiais sendo atualizados a cada intervalo de tempo.
A apuração envolve urnas dentro do Peru e no exterior, com variações regionais que influenciam o placar final. O país tem cerca de 27 milhões de eleitores aptos a votar.
Situação atual da apuração
Com 98% das urnas do país apuradas, Sánchez aparece com 50,2% dos votos válidos contra 49,8% de Fujimori. A soma total, incluindo votos no exterior, está em 96,3% com 50,12% para Sánchez e 49,88% para Keiko.
No exterior, 31,54% das urnas já foram computadas, com Keiko obtendo 65,05% dos votos contra 34,95% de Sánchez. Dentro do Peru, regiões como Ayacucho, Cusco, Loreto, Madre de Dios e Ucayali ainda têm votos pendentes.
Parte das cédulas restantes deve seguir para a Justiça Eleitoral, o que impede a divulgação do resultado final em curto prazo. O Peru possui 27,33 milhões de eleitores aptos.
Contexto e perfil dos candidatos
Keiko Fujimori concorre pela Força Popular, fundada em 2008 para manter a tradição Fujimori. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, a candidata disputou o cargo presidencial pela quarta vez, após derrotas nas eleições de 2011, 2016 e 2021.
Roberto Sánchez, da Juntos pelo Peru, avançou ao segundo turno após obter 12% dos votos no primeiro turno, com base de apoio concentrada em áreas rurais e localidades afastadas dos grandes centros urbanos.
Panorama político recente
As eleições de 2026 tiveram um registro marcante: 35 candidatos no primeiro turno. O Peru já viu nove presidentes em uma década, em meio a mandatos previstos de cinco anos. Pesquisas indicam desconfiança de 90% da população em relação ao governo e ao Congresso.
A porcentagem de eleitores insatisfeitos com a democracia no país tem sido descrita por especialistas como uma tendência de desconfiança crônica, refletindo o atual ambiente político.
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