A Polícia Federal avalia que a segunda proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro continua insuficiente para ser aceita. A PF já havia rejeitado uma primeira versão do acordo.
A defesa de Vorcaro aponta repasses para o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e a relação com o senador Ciro Nogueira como pontos relevantes. Investigadores entendem que os relatos ainda não apresentam novos elementos.
A critique central é a ausência de fatos robustos que ampliem o alcance das investigações. A transação envolvendo uma empresa que não tem Vorcaro no registro e uma holding nos EUA, ligada a um advogado de Eduardo Bolsonaro, é examinada.
A PF também questiona a natureza dos recursos reivindicados, mencionando que a defesa sustenta um caráter de patrocínio em vez de propina. O senador Flávio Bolsonaro negou irregularidades em relação aos recursos.
Até o momento, a nova proposta não trouxe dados que justifiquem benefícios adicionais. A PF avalia que Vorcaro ainda não reconheceu crimes ligados a políticos e autoridades.
A tendência é que a PF comunique a rejeição da segunda proposta ainda nesta semana, antes do prazo de visitas de advogados na prisão vencer na próxima sexta.
A defesa de Vorcaro ainda não foi informada oficialmente da posição da PF, nem houve nova reunião com PF e PGR. A Procuradoria Geral da República permanece responsável pela decisão final sobre o acordo.
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