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Presidente do TST afirma que papa não ficou satisfeito com fala de Ives Gandra

Presidente do TST diz que o papa não aprova leitura do voto de Ives Gandra; corte anula cláusula que igualava folga dominical para mulheres

Na imagem, o presidente do TST, Viera de Mello Filho durante julgamento
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O presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, afirmou na segunda-feira (8.jun.2026) que o voto do colega Ives Gandra Martins Filho foi baseado em leitura inadequada de um documento do papa Leão 14. A declaração ocorreu durante julgamento sobre o descanso dominical de trabalhadoras do comércio no Rio Grande do Sul.

A discussão envolveu uma cláusula de convenção coletiva que igualava as regras de repouso semanal entre homens e mulheres no varejo do estado, prevendo folga dominical mensal para trabalhadores de ambos os sexos. A maioria da seção especializada em dissídios coletivos do TST anulou a cláusula.

Segundo Vieira de Mello, o documento papal citado por Ives Gandra não tratava da eliminação de proteções específicas destinadas às trabalhadoras. O ministro afirmou ainda que a leitura escolhida desconsidera a realidade enfrentada pelas mulheres no setor.

Contexto da decisão

Durante a sessão, o presidente da corte ressaltou que a discussão deve considerar a situação de autônomas, especialmente no comércio, onde grande parte da mão de obra feminina acumula várias jornadas. O tema dialoga com propostas em discussão no Congresso sobre redução da jornada e a adoção da escala 5 x 2.

Desdobramentos no TST

O tribunal manteve a interpretação de que a proteção específica às mulheres prevista na CLT deve ser preservada. Com isso, a decisão afastou a cláusula que manteria folga dominical apenas uma vez a cada quatro semanas, assegurando o descanso quinzenal às trabalhadoras.

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