A Genial/Quaest divulgará na quarta-feira a primeira leitura pública sobre como o eleitor reage aos últimos acontecimentos que mexeram com a corrida presidencial. O estudo analisa o efeito de encontros internacionais, casos internos e mudanças no Congresso.
Entre os temas em foco estão a aproximação de Flávio Bolsonaro com o presidente dos EUA, Donald Trump, o desdobramento do Caso Master e a aprovação da PEC que encerra a escala 6×1 na Câmara dos Deputados. A coleta envolve 2.004 eleitores, com 114 perguntas.
As entrevistas começaram na sexta-feira (5) e terminaram nesta segunda (8). O objetivo é medir intenção de voto, rejeição, conhecimento dos candidatos e percepção sobre temas que ganharam espaço no debate desde maio.
Cenário e leituras esperadas
A equipe de Flávio acredita que a agenda de segurança pública pode fortalecer a candidatura junto ao eleitorado conservador. Aliados de Lula tentam associar a aproximação com Washington a riscos para soberania e economia, buscando ressonância entre o público.
O levantamento também busca entender o impacto do Caso Master. Perguntas diretas avaliam a percepção sobre o envolvimento de Flávio com o ex-banqueiro Vorcaro e o provável efeito disso na imagem do senador.
Aspectos econômicos em foco
A pesquisa aprofunda a percepção sobre a possibilidade de novas tarifas externas, como as sugeridas pelos Estados Unidos. A sondagem indaga se o eleitor acredita que medidas assim prejudicariam famílias brasileiras e a economia doméstica.
A aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho e acena com a extinção da escala 6×1 é apontada como tema que pode influenciar a leitura do governo na campanha. Mesmo sem perguntas diretas, há expectativa de impactos indiretos.
Contexto internacional e doméstico
O estudo não foi concebido apenas para capturar esses episódios, mas o momento da coleta o coloca como termômetro importante. A coleta ocorreu em meio a disputa entre governo e oposição, com o objetivo de entender deslocamentos na preferência de voto.
Os resultados deverão indicar qual narrativa ganhou mais adesão entre os eleitores: apoio a aproximação com os EUA ou ressalvas sobre soberania e economia. A divulgação acontece na semana seguinte às entrevistas.
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