Ricardo Magro, empresário que comanda o Grupo Refit, acumula dívidas que chegam a 52 bilhões de reais, segundo decisão do STF. O montante envolve a refinaria de Manguinhos e empresas ligadas ao conglomerado. A operação Sem Refino bloqueou ativos e suspendou atividades do grupo no mês anterior.
Magro, de 51 anos, não retorna ao Brasil desde 2018 e está como foragido com Difusão Vermelha pela Interpol. O governo brasileiro já pediu apoio internacional para localizá-lo, incluindo contatos com autoridades dos Estados Unidos, onde ele tem residência.
A Federação de ações da Ref it abrange offshores, trusts e fundos de investimento, segundo a Justiça. A maior parte da dívida — 48,8 bilhões — está concentrada na refinaria, com 24,4 bilhões em ICMS sonegado em São Paulo e Rio de Janeiro. A Polícia Federal investiga possível lavagem de dinheiro.
Cláudio Castro, ex-governador do Rio, concedeu benefício fiscal à refinaria, em lei aprovada em outubro de 2025, apelidada pela PF de Lei Ricardo Magro. A norma previa parcelamento de dívidas com condições que poderiam reduzir significativamente o passivo estadual. Castro deixou o cargo em março de 2026.
Em maio de 2025, a Refit realizou uma conferência em Nova York para autoridades e governadores, promovida pela presença de oitores do governo. Emendas apresentadas pelo senador Ciro Nogueira, ligadas ao grupo, não foram aprovadas. A PF aponta pagamentos de até 14,2 milhões entre empresas da Refit e a família do senador.
A investigação também cita a suposta ligação do grupo com o Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. Magro nega envolvimento com o crime organizado, afirmando que combate o PCC. Procuradas, as assessorias de imprensa não se manifestaram até o fechamento desta nota.
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