Bill Gates depôs à Câmara dos EUA, dizendo que nunca vitimizou ninguém e que não tinha conhecimento de condutas criminosas por Jeffrey Epstein. O fundador da Microsoft negou ter mantido qualquer relação pessoal com o financista.
Em depoimento nesta quarta-feira, 10, Gates afirmou que nunca frequentou ilha, rancho ou casa de Epstein. Disse ainda que não houve interesse dele em cultivar vínculos nem em retribuir qualquer tentativa de Epstein de aproximá-lo.
Gates relatou que o contato inicial ocorreu em 2011, após apresentações feitas por pessoas ligadas a seu trabalho filantrópico. As reuniões iniciais teriam tratado apenas de temas profissionais e teriam durado até 2012.
Entre 2013 e 2014, houve conversas para identificar potenciais doadores para a filantropia, segundo o próprio Gates. Ele disse ter percebido pouco interesse dos participantes e que não confiou que Epstein cumpriria promessas.
Contexto do caso
A sessão integra uma investigação do Comitê de Supervisão da Câmara sobre Epstein. Gates foi chamado após ter o nome citado em documentos do Departamento de Justiça, relacionados a operações financeiras ilegais e documentos privados do financiador.
Imagens divulgadas pelo comitê mostram Gates ao lado de Epstein e de outras figuras, incluindo o príncipe Andrew. Também há registro de mensagens atribuídas a Epstein envolvendo a tentativa de pressionar Gates.
Segundo Gates, o material divulgado visava forçar a reaproximação entre eles ao sugerir abusos de confiança. O memorial de arquivos aponta que Epstein buscava pressionar Gates através de informações sensíveis.
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