O bilionário Bill Gates prestou depoimento a portas fechadas ao Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA na tarde desta quarta-feira, 10, em Washington. O objetivo é apurar conexões com Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual de menores.
Gates, cofundador da Microsoft e presidente da Fundação Gates, disse que comparecia voluntariamente e espera contribuir para a busca por justiça às vítimas.
A convocação decorre da publicação de documentos do Departamento de Justiça que listam encontros, mensagens e fotografias entre Epstein e várias personalidades ao longo dos anos.
Documentos do DOJ e relação com Epstein
Os registros indicam que a relação entre Gates e Epstein começou em 2011 e seguiu até 2014, período posterior ao acordo de 2008 do financista.
Apesar da exposição, Gates não é acusado de crimes de Epstein. Porta-voz afirma que encontros trataram de filantropia e que não houve conhecimento de abusos.
Ação da Fundação Gates
A fundação confirmou que um pequeno grupo de empregados se reuniu com Epstein, alegando que ele prometia recursos para saúde global. Não houve parcerias nem repasse de recursos.
Em março, a instituição anunciou revisão externa para avaliar históricos contatos com Epstein.
Outras figuras mencionadas
A comissão já ouviu outros nomes aparecidos nos arquivos, como Bill Clinton, Hillary Clinton e Howard Lutnick. Observa-se menção a Donald Trump em debates, sem evidência de irregularidades.
Epstein foi indiciado em 2019 por tráfico sexual de menores e morreu em prisão de Nova York antes do julgamento.
Entre na conversa da comunidade