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Caso Master afeta mais Flávio Bolsonaro do que ações de Trump

Caso Master drena votos de Flávio Bolsonaro; a interferência de Trump no pleito é menos decisiva, com dispersão de eleitores entre candidatos

— Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters
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O caso Master afetou mais o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do que as ações associadas ao ex-presidente Donald Trump, segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta. O estudo também aponta que a interferência de Trump tem efeito limitado, tanto para beneficiar a oposição quanto para favorecer o governo, dependendo do tema.

A pesquisa aponta queda de 4 pontos percentuais na intenção de voto de Flávio no primeiro turno, de 33% para 29%. No segundo turno, a queda foi de 3 pontos, de 41% para 38%. A retração ocorreu mais no Sudeste, entre homens, entre quem ganha 2 a 5 salários e entre evangélicos.

Entre evangélicos, Flávio caiu de 49% para 41%. O único crescimento entre esse segmento foi de Renan Santos (Missão), de 1% para 4%. A dispersão da desilusão indica que o voto perdido pode migrar para outras opções ou para indecisos, conforme o cenário se desenvolva.

Interação com Trump e tema de segurança

Metade do eleitorado sabe do encontro envolvendo Flávio e Trump, e 63% aprovam a classificação de CV e PCC como terroristas. A opinião sobre o tema é dividida, sem presença de consenso claro entre os eleitores. As tarifas propostas por Trump tiveram impacto menor do que no passado.

55% entendem que as altas tarifas prejudicarão a vida do eleitor, ante 74% em 2025. O conhecimento sobre os áudios em que Flávio pede dinheiro a Vorcaro é de 55%, mas 65% consideram que Flávio errou, o que reforça a leitura de erro entre o eleitorado.

A pesquisa Quaest indica que o governo Lula mantém trajetória estável. A intenção de voto no primeiro turno permanece em 39%. No segundo turno, a variação foi de 41% para 44%. A taxa de aprovação ficou em 47%, enquanto desaprovação ficou em 48%.

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