Kansas City vai sediar parte da Copa do Mundo de 2026 e planejou uma prisão de cerca de R$ 133 milhões. A obra, que deveria atender 100 detentos, não ficou pronta a tempo do início do torneio.
Fontes locais indicam que a cidade justificou o projeto com a expectativa de aumento de visitantes durante a competição. A justificativa foi apresentada na aprovação do orçamento no fim do ano passado. A prefeitura diz que o objetivo é ampliar a capacidade de detenção e reabilitação.
A cidade não tem cadeia municipal desde 2009, mantendo infratores em delegacias ou em cadeias em condados vizinhos, a mais de 80 quilômetros de distância. Motivos recentes apontam atraso por problemas de fornecimento de materiais e contratação de mão de obra.
Cronograma e impacto financeiro
O custo inicial era de cerca de US$ 22 milhões (R$ 113,5 milhões) e houve aporte adicional de aproximadamente US$ 3,8 milhões (R$ 19,6 milhões), elevando o total para cerca de US$ 26 milhões (R$ 133 milhões). O financiamento veio de um imposto de segurança pública municipal.
Segundo a imprensa local, o The Athletic detalha que o imposto de segurança pública costuma arrecadar cerca de US$ 24 milhões por ano, o que torna a obra mais cara do que a arrecadação anual prevista pelo programa. A prefeitura afirma que, apesar da obra, a prisão não será usada para deter pessoas durante os jogos.
A obra tem gerado debates entre ativistas e veículos de comunicação locais, com críticos chamando a instalação de “Prisão da Copa do Mundo” pela associação ao torneio. O tema permanece em pauta, sem conclusão sobre prazos ou uso futuro.
Kansas City é uma das 16 cidades-sede da Copa de 2026 e receberá jogos envolvendo seleções como Argentina e Argélia. A região servirá também como base para equipes, incluindo Argentina, Inglaterra e Holanda, em diferentes instalações da cidade.
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