O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida ao Planalto com 44% das intenções de voto no segundo turno, frente a 38% de Flávio Bolsonaro. A pesquisa Genial/Quaest foi publicada nesta quarta-feira, 10, e aponta impacto do possível novo tarifaço dos EUA. A divulgação ocorreu após anúncios do governo norte-americano sobre tarifas.
Entre os entrevistados, 14% pretendem votar em branco, nulo ou não vão votar, e 4% estão indecisos. No universo de cenários, Lula oscilou 1 ponto para cima contra Romeu Zema e Ronaldo Caiado, mantendo vantagem de 10 pontos ante ambos. Contra Renan Santos, a distância caiu de 17 para 14 pontos.
Panorama do 2º turno
Lula aparece com 44% ante 38% de Flávio Bolsonaro (PL). O estudo também mostra 1º turno ainda com Lula na dianteira de até 10 pontos, com 39% de Lula e 29% de Flávio. Demais candidatos variam entre 0% e 3%.
No cenário com Zema, Lula tem 45% contra 35% do ex-governador, com 17% em branco/nulo e 3% indecisos. Em confronto com Caiado, Lula aparece com 45% a 35%, 16% branco/nulo e 4% indecisos. Com Renan Santos, Lula fica 45% a 31%, 20% branco/nulo e 4% indecisos.
Fatores que pesam na campanha
A pesquisa aponta dois episódios recentes como pressão para Flávio Bolsonaro: o suposto apoio dele ao financiamento do filme Dark Horse com Daniel Vorcaro, do Banco Master, e a tendência de tarifas dos EUA sobre importações brasileiras.
Para 58% dos entrevistados, Flávio pode ter envolvimento no esquema ligado ao Master; 60% consideram suspeitas as conversas com Vorcaro, e 62% apontam que ele já sabia das suspeitas. Ainda 65% veem o pedido de dinheiro como erro que deveria ter sido evitado.
Sobre a tarifa, 47% atribuem aos atos de Lula a responsabilidade pela possível sobretaxa americana, enquanto 35% perdem apoio a Flávio. Quase metade dos pesquisados concorda que as tarifas seriam retaliação aos pagamentos do Pix, e 46% enxergam Lula como defensor dos interesses nacionais.
Metodologia e contextualização
A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores em 120 municípios entre 5 e 8 de junho de 2026. A margem de erro prevista é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança. O estudo está registrado no TSE com o código BR-07661/2026.
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