Magno Malta afirma que Davi Alcolumbre conduzirá com cautela a tramitação das propostas sobre jornada de trabalho no Senado. O foco é avaliar impactos econômicos e estruturais antes de qualquer deliberação.
Nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, o senador do PL-ES disse ao Poder360 que não haverá decisões precipitadas. A fala ocorreu em meio a duas propostas em tramitação na Casa Alta.
A proposta do Trabalho Flexível, de Rogério Marinho, tramita no Senado com assinatura de Malta. Ela permite contratação com base em horas trabalhadas, alterando o regime atual.
Outra proposta, já aprovada pela Câmara, sugere substituir a escala 6 X 1 pela 5 X 2, mantendo o objetivo de revisar a jornada de trabalho com foco no setor produtivo.
Malta destacou que o Senado deve analisar efeitos econômicos, criação de empregos e competitividade das empresas. O debates deverá ser amplo e qualificado.
O presidente da Casa, segundo Malta, terá papel institucional de buscar um acordo que respeite direitos e garantias constitucionais. A ideia é um debate responsável.
Sobre a reação, Malta disse que a aceitação popular divergiu entre as propostas. A oposição teve resistência maior à PEC que altera a escala de trabalho, segundo ele.
A deputada Erika Hilton, relatora de uma das propostas, afirmou nas redes sociais que o texto do senador representava uma escala 7 X 0. A bancada do PSOL contesta o modelo.
Malta explicou que a proposta de Marinho visa modernizar relações trabalhistas por meio de escolha voluntária entre trabalhadores e empregadores, preservando direitos.
Segundo o senador, a iniciativa busca ampliar a liberdade de escolha, sem impor novo modelo de jornada, mantendo garantias constitucionais. O objetivo é ajustável a cada atividade econômica.
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